quarta-feira, 12 de março de 2008

Recordes negativos

Estamos chegando em um estado de calamidade no trânsito.
A sociedade deve se unir e brigar por transporte público eficiente.
Abaixo segue notícia Bom Dia Brasil...
Marcha Lenta
(fonte : http://bomdiabrasil.globo.com/Jornalismo/BDBR/0,,AA1675360-3682-801565,00.html)

Milhões de brasileiros são barrados diariamente em suas próprias cidades pelo trânsito. Só em São Paulo, por dia, são 500 carros novos nas ruas. (...)Mas os congestionamentos não são exclusividade de São Paulo. Com o crescimento da frota, outras capitais começam a enfrentar o mesmo drama.
“Cento e noventa quilômetros de congestionamento é a pior coisa que pode acontecer a qualquer ser humano”, diz um motorista.
A velocidade média nos piores horários vem diminuindo. Em 2005, eram 28 quilômetros por hora; em 2006, 25 quilômetros por hora; e no ano passado, 24 quilômetros por hora.
“É perfeitamente previsível que essa cidade vai parar, travar de uma vez, em um prazo não muito longo”, acredita o urbanista Cândido Malta Filho.
As marginais, criadas para agilizar a locomoção entre os bairros, não dão mais conta do volume de carros e também de caminhões. São 320 mil por dia, e a maioria passa pelas pistas. Muitos ficam pelo meio do caminho, quebrados. Resultado: mais lentidão.
“Meu trecho é mais no Centro. É um trecho sempre problemático”, comenta outro motorista.
(...)
Veículos novos todos os dias são bons para a economia, mas para o transito das grandes cidades... Manaus, que tem uma frota de 400 mil carros, ganha três mil novos por mês. As avenidas ficaram pequenas.
A tática antiestresse vem do Recife. Na volta para casa e até na hora do almoço, a cidade pára. “Eu tento ligar o som e me distrair um pouco. Se afobar não vai adiantar nada”
Em um ponto, especialistas e autoridades concordam: o trânsito nas grandes cidades só irá melhorar com um sistema transporte publico eficiente, que atenda a um número maior de pessoas. Para isso, são necessários investimentos que priorizem corredores de ônibus e linhas de metrô e de trem.
Em São Paulo, o plano de expansão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prevê mais 36 quilômetros de linhas em três anos. Enquanto isso, o motorista sente no corpo os efeitos de uma cidade que se move mais devagar.
“Dói tudo, das costas à cabeça. Só dá tempo de chegar em casa, encostar a cabeça e esperar outro dia chegar”, diz um jovem motorista.
(...)
Na semana passada, por causa dos congestionamentos e dos atrasos dos ônibus, as pessoas fizeram uma enorme manifestação e pararam, por quase quatro horas, a Avenida M’Boi Mirim, uma das principais da Zona Sul. Assim como os carros ficam parados, os ônibus também ficam.
Brasília também sofre com o caos no trânsito
O problema do trânsito não é só São Paulo. São as grandes cidades do país. Em Brasilia, por exemplo, o planejamento na construção de avenidas largas– Brasília foi um projeto para o automóvel – não foi suficiente. Não podia prever o crescimento.
Em dez anos, a frota de carros dobrou. O sistema de transporte público é ineficiente. Os moradores partem, então, para soluções individuais: o carro. O resultado está nas vias engarrafadas. E isso só tende a piorar quando Brasília atingir a marca de um milhão de veículos nas ruas.
Brasília é uma cidade planejada com avenidas largas e muitas retas, mas um trânsito... “Péssimo, péssimo. Nem se compara há 15 anos, quando eu trabalhava aqui. Está piorando cada vez mais”, comenta o motorista Nadabe Ramos.
“Está complicado. Para sair de casa, tem que ser no mínimo duas horas antes”, diz a auxiliar gráfica Maria Jovina.
Os engarrafamentos viraram rotina em alguns pontos da cidade. A Esplanada dos Ministérios é um deles. Concentra um grande número de funcionários e ainda recebe gente de todo o país em manifestações que deixam o tráfego caótico.
O Distrito Federal tem metrô, mas são poucas linhas. Atendem a menos de 5% da população.
“Além de poucas estações, você nunca chega ao local. Você sempre tem que pegar outra condução e, então, acaba pagando duas ou até três passagens”, conta a esteticista Elisabeth Souza.
Quem anda de ônibus também critica o transporte coletivo da cidade. “A passagem é cara. O ônibus quebra constantemente. Carro não é luxo. É uma necessidade, algo que é preciso”, comenta o estudante José Vitor Barbosa.
Uma necessidade e uma cultura de Brasília – e o alto poder aquisitivo ajuda. A frota não pára de crescer. Só em janeiro, a cada hora foram comprados dez automóveis novos.
O Distrito Federal tem tantos carros que cabe a população inteira dentro deles. São 2,3 milhões de habitantes para uma frota de quase um milhão de veículos.
“Perigoso é nós esperarmos chegar à situação de São Paulo para pensarmos em alternativas. É preciso fazer as alterações agora”, afirma o professor de engenharia de tráfego da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques.
O Distrito Federal ainda não tem uma empresa que cuide da engenharia de tráfego. Quanto aos ônibus, são 2,4 mil nas ruas, mas 60% dessa frota precisa ser substituída por estar sucateada.
BH também espera construção de Rodoanel
Em Belo Horizonte, o movimento no anel rodoviário mais que dobrou em apenas cinco anos. Um dos motivos é o crescimento das cidades na Região Metropolitana. Moradores de Contagem, Sabará, Betim, Santa Luzia e Ribeirão das Neves, além de vários bairros da capital mineira, passaram a usar o anel como avenida.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, em 2003 passavam por lá no máximo 45 mil veículos por dia. Hoje são cem mil, com previsão de aumento.
Pelo anel, passam as rodovias federais em direção ao Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, São Paulo, Triângulo Mineiro e leste de Minas. São 27 quilômetros de curvas com alguns trechos de serra. Excesso de velocidade em dias de chuva está entre as principais causas de acidentes.

2 comentários:

alana da silveira disse...

oi achei essa postagem muito interessante e util e vou passar a visitar o site mais vezes

Anônimo disse...

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