quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Medidas contra Violência no trânsito

Assembleia de Minas - Vídeos

Primeiro bloco do debte realizado na TV Assembléia de Minas Gerais com participação de João Luiz da Silva Dias

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

João Pessoa - 22 de setembro

Na Avenida Epitácio Pessoa, entre a Praça da Independência e o entroncamento da Avenida Rui Carneiro, uma faixa exclusiva foi destinada aos ônibus.



As escolas da rede municipal de ensino também estão participaando do evento no Ponto de Cem Réis. Os estudantes estãoão apresentaando e expondo um vasto material com informações relacionadas ao trânsito.





Prefeito de João Pessoa Luciano Agra utilizando transporte público.

























Tarifa Zero









SP: ciclistas ganham café da manhã no Dia Mundial Sem Carro

Clique aqui para ver as fotos no site do Terra

Goiânia - 22 de setembro

Rua fechada:
avenida Areião (que separa o Hospital Hugo do Parque Areião) e realizaremos as seguintes atividades:
• Mobilização de 1000 alunos da rede estadual;
• Apresentação de uma peça teatral no anfiteatro do Parque;
• Neste local faremos uma atividade com a Associação dos Deficientes Estado de Goiás – ADFEGO - sobre Paz no Trânsito;
• Distribuição de mudas do Cerrado, e;
Marcha pela MOBILIDADE URBANA SUSTENTAVEL no Parque;

22 de setembro - São Caetano do Sul

VAGA Verde:
Rua Visconde de Inhaúma (em frente à padaria - Bem Hur)
Vagas reservadas:
Sedef
Rua Viva (Ruaverde):
Av. Fernando Simonsen (em frente ao parque Chico Mendes)

Caminhadas dos alunos com acompanhamento dos “Clowns Projeto travessia Segura” e Guarda Civil Municipal:
EMI Ângela Massei 08hs00 - 10hs30
EMEF Elvira Paolilo Braido - 13hs30 - 14hs30

Montagem de painéis com alunos – Educação Infantil e Fundamental
Ginástica 3º Idade - Cise Fransisco Coriolano de Souza
Música
Atividades Lúdicas para crianças e Adultos
Teatro de Fantoches – Guarda Civil Municipal
Grupo de Clowns – Programa “Máxima Proteção ao Pedestre”
Atividades Lúdicas para crianças e Adultos – SECULT
Filmagem e divulgação – Secretaria de Comunicação
Distribuição de Mudas – Sesurb e Meio Ambiente


Ônibus Grátis – Rodoviária até Rua Viva (Parque Chico Mendes)
08hs às 17hs – Saída do Terminal Rodoviário – VIPE Viação Padre Eustáquio.

Resumo Globo.com

São Paulo
A cidade terá a instituição de faixas exclusivas para caronas, a inauguração de mais um trecho de ciclovia na Zona Oeste, a extensão do horário de pico dos ônibus e dos trens e a criação de uma faixa exclusiva para ônibus na Zona Leste.

Rio de Janeiro
A prefeitura do Rio e ONGs firmaram uma parceria para incentivar o uso dos transportes coletivos ou alternativos, como a bicicleta, e contribuir para a redução da emissão de gases na atmosfera.

João Pessoa
Uma das principais avenidas de João Pessoa está interditada para servir de palco para atividades culturais. A frota de ônibus foi ampliada em 10% para atender aos motoristas que aderiram ao movimento.

Belo Horizonte
A Prefeitura de BH e a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) vão inaugurar, às 9h30, uma ciclovia na Avenida Américo Vespúcio, na Região Noroeste da capital mineira.

Curitiba
A concentração dos ciclistas para a marcha das mil bicicletas será a partir das 17h na Praça Santos Andrade, com saída prevista para as 18h.

Salvador
Capital baiana vai realizar bicicletada, ciclo de palestras e as vagas da Rua Professor Aristides Novis serão ocupadas por cadeiras de praia.

Fortaleza
Vereadores e apoiadores vão comemorar o Dia Mundial sem Carro percorrendo cerca de 4 quilômetros de bicicleta, da Praça da Imprensa até a Câmara Municipal de Fortaleza.

Campo Grande
A concentração dos ciclistas para um passeio será às 19h (horário de MS), na avenida Fabio Zahran. A saída está prevista por volta das 19h30 e o grupo vai passar pela ruas 7 de Setembro, 14 de Julho e terminar o passeio nos altos da avenida Afonso Pena.

Bom Dia !!!



Parabéns para as quase 30 cidades participantes. Formalizar a adesão foi assumir uma participação ousada, que polemizasse os conflitos do "caos no trânsito.”



Hoje vocês (seu município) se colocam na mídia local, regional ou nacional.



Parabéns por instigarem outros municípios a buscarem fazer mais e melhor.



Por mobilizar nossa juventude para discutir como o padrão de mobilidade concorre para se construir uma cidade mais equânime, justa, democrática, acessível, saudável, segura, eco-ativa, próspera e participativa.






Hoje durante o dia vamos colocar as novidades de cada cidade.



Quaisquer dúvidas entrem ekm contato através do telefone



(31) 3224 0906



Um bom dia à todos vocês.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O envelhecimento no trânsito

Cristina Baddini

Instituto Ruaviva


O grande perfil da vítima no trânsito é: homem, com mais idade conduzindo veículo no final de semana entre as 18h e 24h. É justamente o momento da maturidade e plenitude do indivíduo, quando ele se encontra e se sente mais firme na vida, com sua carreira encaminhada e acaba se arriscando ou se envolvendo em um acidente que pode interromper ou prejudicar seu futuro !
Uma possibilidade é que a causa resida na teoria do risco aceito. Pela teoria, o indivíduo estabelece um determinado nível de risco que ele assume e considera aceitável para si. No trânsito, quanto mais equipamentos de segurança o veículo apresentar, será maior a velocidade que o homem irá considerar como controlável representando assim mais situações de risco em que o motorista acabará se expondo. Quanto mais tempo de direção ele tiver, com maior frequência ele dirigirá à noite e fará ultrapassagens arriscadas.
E agora? 65 anos
Nos idosos, os traumas causados por acidentes de trânsito têm recuperação demorada. Para um mesmo tipo de acidente, estudos demonstram que o tempo médio de internamento de um jovem é de aproximadamente cinco dias enquanto que para um idoso, a internação ultrapassa duas semanas.
A capacidade de dirigir significa a independência para muitos motoristas idosos assim, é fácil concluir que a inaptidão da habilitação representa para o idoso uma dolorosa perda provocada pelo processo natural do envelhecimento já que o ato de dirigir exige interação entre estímulos e respostas rápidas, diante das muitas situações e modificações que ocorrem no trânsito no momento em que está se conduzindo um veículo.
As alterações relacionadas com a idade que mais afetam a capacidade do idoso, seja na condição de motorista ou como pedestre são: prejuízos cognitivos, diminuição da velocidade psicomotora, mudanças sensório-perceptivas, doenças crônicas e o uso constante de medicamentos.
Andar
É uma atividade sadia e que mantém a forma física do idoso que está sempre indo ao banco, fazendo compras, visitando alguém e por consequência necessita atravessar ruas, avenidas e estradas, razão pela qual sofre nestas ocasiões uma exposição maior ao perigo dos veículos.
Devido à restrição de suas capacitações e os reflexos geralmente comprometidos nesta idade, certas dificuldades foram detectadas em motoristas idosos em pesquisas realizadas:
1. Manobrar à esquerda, atravessando um tráfego;
2. Adentrar em um via de alta velocidade;
3. Trocar de faixa em uma pista congestionada;
4. Transpor cruzamentos com alto volume de tráfego;
5. Parar rapidamente em uma pista de tráfego.
Portanto, ações devem ser tomadas com o objetivo evitar os acidentes, como construção de passarelas, melhorar a iluminação, faixas de segurança, barreiras que impeçam travessias em locais de riscos e a conscientização na educação do trânsito com ações efetivas tanto para os motoristas como para os pedestres evitando assim um confronto que muitas vezes pode ser fatal.
Prioridade no estacionamento
O Estatuto do Idoso, segundo Lei 10.741/2003, deve ser respeitado e cumprido pelas instituições nacionais. Em seu artigo 41 ficou estabelecido: “É assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso”.
Vagas também devem ser asseguradas aos deficientes físicos nos estacionamentos rotativos.
Se você não é idoso nem deficiente não utilize nem por um minuto as vagas a eles destinadas.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A RUA É DAS PESSOAS, E NÃO DOS CARROS - FNRU e MDT NA 10ª JORNADA BRASILEIRA “na cidade, sem meu carro”

Andamos todos os dias em calçadas estreitas enquanto carros ocupam extensos espaços da “via pública” para estacionarem. Essas mesmas calçadas, quase sempre esburacadas, constituem verdadeira aventura para os transeuntes, notadamente os idosos, mães com carrinhos de crianças e pessoas com deficiência fazem ao superarem obstáculos físicos para chegarem a seus destinos, sofrendo acidentes, pois as casas deixam as calçadas cheias de rampas para a entrada dos carros.
O que dizer dos ciclistas, heróis anônimos que diariamente arriscam suas vidas para chegarem a seus trabalhos, e as crianças às suas escolas ? A rua, espaço de vida, tornou-se espaço do medo, espaço da morte, onde carros transitam em alta velocidade por entre bairros repletos de crianças, idosos e pessoas com deficiência – os seres mais frágeis- trazendo diariamente a morte a vários locais das cidades.
Os ônibus, por falta de alternativas, trafegam em meio aos imensos congestionamentos provocados pelo excesso de carros e tornam a tarifa mais cara. Já a rotina de deslocamento do transporte fluvial é insuportável, pois carece de políticas públicas ficando vulnerável às soluções de mercado.
Essa introdução é para alertar a sociedade de que a responsabilidade da administração do uso das ruas (espaço entre uma casa e outra do lado oposto, o que é diferente do que diz o senso comum, no qual a calçada, o estacionamento e a via de passagem pertencem...ao carro) é da Prefeitura, dos Governos Estaduais e do Governo Federal com suas casas legislativas. E foram eles que escolheram os automóveis como centro da política de mobilidade e não os transportes públicos: gastando dinheiro público para favorecer os financiamentos dos automóveis ao promover renúncias fiscais de IPI; isenção da CIDE Combustível da gasolina por um ano inteiro; aumentando o preço do óleo diesel dos ônibus em quatro vezes mais que o da gasolina; cobrando dos usuários todos os impostos sobre os serviços de transportes, além de transferir todos os ônus financeiros das políticas sociais aos usuários aumentando as tarifas (gratuidades para os portadores de deficiência e idosos, bem como a concessão da meia passagem aos estudantes, benefícios sociais que ardorosamente defendemos); e construindo mais de 90% das vias e viadutos para serem utilizados pelos automóveis.
Esse quadro de injustiça levou o país a uma mobilidade da exclusão social , insustentável do ponto de vista financeiro e ambiental além de tratar o transporte público como mercadoria .
Há, no entanto, sinais de mudança com a implementação das leis e decreto de acessibilidade universal para pessoas com deficiência, do PAC da Copa(R$ 11,48 bilhões) e mais R$18 bilhões para cidades com mais de 700 mil habitantes ( PAC da Mobilidade) para implantarem sistemas estruturais de transportes público (metrôs, ferrovias urbanas, corredores exclusivos de ônibus (BRTs) , de bondes modernos (VLTs), e monotrilho além de R$ 6 bilhões para calçadas, ciclovias e vias para ônibus como sistemas complementares.
Outro sinal de mudança é a possibilidade de aprovação do Marco Regulatório da Mobilidade (PL da Mobilidade), onde a prioridade de Estado é o transporte público e o transporte não-motorizado
É com esse propósito que o Fórum Nacional da Reforma Urbana –FNRU e o MDT - Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos - vem se engajar na 10ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro”, propondo à população um dia de reflexão e consciência sobre a MOBILIDADE QUE TEMOS E A MOBILIDADE QUE QUEREMOS, e que A RUA SEJA DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS, e propor:
1. a transformação dos estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, ou até mesmo em um jardim;
2. a garantia de que todo investimento em novas ruas, incluindo os viadutos, sejam exclusivamente destinados aos pedestres, ônibus e bicicletas;
3. a utilização de faixa ou faixas de vias, hoje dos automóveis, para a implantação de corredores exclusivos de ônibus, BRTs, e bondes modernos (VLT) e que os mesmos sejam fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos;
4. o enfrentamento da tragédia das mortes e feridos na circulação veicular nas ruas é fazendo os Governos se engajarem na Década da Redução de Mortes no trânsito da ONU, assumindo o compromisso público de que o dinheiro recolhido das multas de trânsito não sejam contingenciados ou desviados para pagar salários e construir vias para os automóveis, mas sim aplicados na fiscalização, educação de trânsito, reforma de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, e que, todo ano, a Prefeitura Governo do Estado e Governo federal prestem contas publicamente da aplicação desse dinheiro;
5. a criação de calçadas públicas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência (pagas e fiscalizadas pelo poder público), onde o fluxo de pedestre for muito alto. Nas demais calçadas, implantar normas para que o cidadão reduza a um pequeno aclive o acesso do automóvel e garanta a circulação em nível para o pedestre, bem como o e plantio de árvores;
6. nos bairros, as Prefeituras estreitem as vias e alarguem as calçadas para os pedestres e implantem ciclo faixas e ciclovias para bicicletas, e em muitos lugares, a calçada deve atravessar a rua para que os carros saibam que essa rua é das pessoas;
7. a fiscalização com multa da faixa de pedestre, para que a respeitem da forma que acontece em Brasília, e em outras cidades, onde os motoristas se tornaram, a partir de então, “motoristas cidadãos”;
8. a utilização da rua de forma racional pelo poder público, integrando entre si metrôs, ferrovias urbanas, bondes modernos , barcos e ônibus , todos com acessibilidade para pessoas com deficiência e onde houver sistemas estruturais de ônibus, ferrovia, VLT e Metrô estes tenham integração com as bicicletas, calçadas acessíveis e implante a bilhetagem eletrônica temporal (“bilhete único”), onde o usuário utiliza o transporte público por 1 ou 2 horas , garantindo cidadania e redução de custo;
9. que a política de estacionamento de automóveis seja de regulação pública, incentivando a localização junto aos corredores estruturais de transportes públicos e conforme estejam próximas aos centros urbanos, os estacionamentos tenham taxas progressivamente mais altas, e com esses recursos seja criado um fundo público para aplicar em obras de transportes públicos, calçadas e ciclovias;
10. o direito à qualidade do ar nas cidades, utilizando em todo o país, com apoio de recursos federais e estaduais, os motores Euro 5 e o Diesel com S10 ppm (partículas por milhão de enxofre) que eliminam a fumaça preta dos ônibus bem como o bio-combustível, gás e outros combustíveis que são de responsabilidade federal,;
11. E que os investimentos do PAC da Copa e do PAC da Mobilidade em sistemas estruturais de transportes públicos sejam aplicados com controle social, integrados , acessíveis e implantados até 2014 com calçadas e ciclovias e política pública de estacionamentos de automóveis para transformar a “rua dos carros” em “rua das pessoas”, acompanhados do barateamento das tarifas em todo território nacional.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ruas Sustentáveis de Nova Iorque






Vídeo de Sergio Abranches, que foi citado no Fórum "Cidades, Bicicletas e o Futuro da Mobilidade". O Forúm ocorreu no dia 12 de julho de 2011.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Deslocamentos Invisíveis: implicações na mobilidade Urbana, Espacial e Social

Terça - feira, dia 9 de agosto será promovida a mesa-redonda "Deslocamentos Invisíveis: implicações na mobilidade Urbana, Espacial e Social", no Museu da Casa Brasileira em São Paulo (Av. Brig. Faria Lima, 2705).

Participarão do evento Eduardo Jorge, secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Regina Maria Prosperi Meyer, professora titular da FAU-USP/Laboratório de Urbanismo da Metrópole, Robson Mendonça, presidente do Movimento da População em Situação de Rua, entre outros convidados.

Mais informações: Movimento Nossa São Paulo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Prefeito lituano passa com tanque em carro parado em local proibido




Fonte: Folha.com - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/953175-prefeito-lituano-passa-com-tanque-em-carro-parado-em-local-proibido.shtml


Acesso em: 02/08/2011


O prefeito de Vilna, capital da Lituânia, decidiu levar ao extremo sua campanha contra os motoristas que estacionam ilegalmente na faixa dos ciclistas.


Arturas Zuokas entrou em um veículo militar blindado e passou sem piedade por cima de uma Mercedes-Benz S-Class --que ficou completamente esmagada.


De terno e camisa, um figurino um tanto estranho para um tanque, Zuokas sorri todo o tempo.


Ele chega a cumprimentar o dono do veículo com um aperto de mão e até ajuda a varrer os cacos de vidro da Mercedes que se espalharam pela via.


A "façanha" foi filmada e editada e o vídeo foi publicado na página da prefeitura de Vilna --um forte indício de que não passa de uma ação previamente combinada.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

um pouco sobre o pac da mobilidade urbana

Volta ao blog

E eis que, após quase 9 meses, ressurgimos com o blog. Assuntos sobre a mobilidade urbana são infindáveis, mas a "culpa" da nossa ausência foi a minha licença maternidade(Ana Beatriz - assessoria de comunicação).
E agora, timidamente, vamos colocando o papo em dia. Jornada, Pac 2 ...
Sejam (Re) - Bem Vindos ... a casa é de vocês...
Pra começar, uma parte do clipping do dia:


Prefeitura de Campo Grande - MS vai acionar a ASSETUR por plano de mobilidade urbana


Portal do Jornal A Crítica de Campo Grande/MS


Mas, para receber os recursos, o Ministério das Cidades impõe que as empresas de transporte coletivo apresentem projetos de mobilidade urbana. “O prefeito impôs as empresas que elas devem investir R$ 40 milhões em modernização. ...



Governo deve financiar transporte urbano


Correio do Brasil


A pesquisa “Dinâmica Populacional e Sistema de Mobilidade nas Metrópoles Brasileiras” do IPEA avaliou a mobilidade em 36 metrópoles brasileiras nos últimos dez anos. A conclusão é grave: a realidade está cada vez mais dura para os trabalhadores de...



Mobilidade urbana receberá R$ 18 bi em 2011


Pantanal News


O PAC2 prevê R$ 18 bilhões em projetos na área de mobilidade urbana, que visam a ampliação da capacidade de locomoção ea melhoria do transporte público nas grandes cidades. Estão em fase de conclusão as obras da Linha Sul do metrô de Fortaleza (CE) e...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia 21 de Novembro - Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito

No próximo dia 21 de Novembro, domingo, é comemorado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidente de Trânsito. A data, sempre o terceiro domingo do mês de novembro, foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em sua Assembléia Geral do ano de 2005, e vêm sendo incorporado ao calendário de eventos dos países membros ano após ano. O objetivo é colocar em pauta um assunto que, infelizmente, faz parte cada dia mais das nossas vidas, os acidentes de trânsito e suas conseqüências sociais e econômicas.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), os acidentes de trânsito já são um problema de saúde pública, portanto exige atitudes firmes e definitivas das autoridades, empresas privadas, organizações, sociais, meios de comunicação e o próprio cidadão.
Conte-nos sobre a preparaçõ da sua cidade para o dia.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Parabéns ao RIO!!

A RUA É DAS PESSOAS, E NÃO DOS CARROS

Nazareno Stanislau Affonso
Diretor Ruaviva
Coordenador Nacional MDT
Coordenador do Escritório da ANTP em Brasília
FNRU e MDT NA 9ª JORNADA BRASILEIRA “Na Cidade, Sem Meu Carro”
Todos os dias andamos em calçadas estreitas enquanto carros ocupam extensos espaços da “via pública”, com largas vias para estacionarem; essas mesmas calçadas quase sempre cheias de buracos, onde mães com carrinhos de crianças e pessoas com deficiência fazem verdadeiras aventuras de obstáculos para chegarem a seus destinos, sofrendo acidentes, pois as casas deixam as calçadas cheias de rampas para a entrada dos carros.
E a bicicleta, onde heróis anônimos arriscam a vida todos os dias para chegarem a seus trabalhos, e as crianças, às suas escolas.A rua, ao invés de espaço de vida, é o espaço do medo; das mortes, onde carros passam em alta velocidade por dentro de calmos bairros cheios de crianças, idosos e pessoas com deficiência – os seres mais frágeis - levando diariamente a morte a vários locais das cidades.
Os ônibus, por falta de alternativas, trafegam em meio aos imensos congestionamentos provocados pelo excesso de carros que entopem nossas ruas, tornando a tarifa mais cara e a rotina de deslocamento insuportável, do transporte fluvial sem políticas e abandonado totalmente a soluções de mercado.
Essa introdução é para acordarmos e sabermos que quem administra o uso das ruas (espaço que fica entre uma casa a outra, do outro lado da rua, e engloba o que o senso comum diz: calçada, estacionamento e via de passagem... do carro, é claro) é o Prefeito, os Governos de Estado e o Governo Federal com suas casas legislativa. E foram eles que escolheram os automóveis e não os transportes públicos para sua política de mobilidade: gastando dinheiro público para favorecer os financiamentos dos automóveis ao fazer renuncias fiscais de IPI, não cobrar a CIDE Combustível da gasolina por um ano inteiro, ao aumentar o diesel dos ônibus 4 vezes mais que a gasolina,ao cobrar dos usuários todos os impostos sobre os serviços de transportes além de passar todos os ônus financeiros das políticas sócias (gratuidades dos portadores de deficiência , idosos e meia passagem dos estudantes que são tarifas sociais que defendemos) e ao construir todas as vias , viadutos e estacionamentos para serem utilizados mais de 90% pelos automóveis.
É essa injustiça que leva o país a ter uma mobilidade da exclusão social e insustentável financeira e ambientalmente, tratando o transporte público como mercadoria .
Recentemente parece que há sinais de mudança com a implementação das leis e decreto de acessibilidade universal para pessoas com deficiência do PAC da Copa ( 11 bilhões alocados ) e a promessa de mais 24 bilhões para cidades com mais de 300 mil habitantes para implantarem sistemas estruturais de transportes público( metros, ferrovias urbanas, Corredores exclusivos de Ônibus (BRTs) e de Bondes modernos (VLTs) além de calçadas e ciclovias como sistemas complementares.Outro sinal é a possibilidade de aprovação do Marco Regulatório da Mobilidade (PL da Mobilidade) onde a prioridade de Estado é o transporte público e não motorizado
É neste sentido que o Fórum Nacional da Reforma Urbana –FNRU e o MDT - Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos - vem se engajar na 9ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro” propondo a população um dia de reflexão e consciência sobre a MOBILIDADE QUE TEMOS E A MOBILIDADE QUE QUEREMOS e que A RUA SEJA DAS PESSOAS,E NÃO DOS CARROS defendendo:

1. Transformar os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, ou em um lindo jardim;
2. Garantir que todo investimento em novas ruas, incluindo os viadutos, sejam exclusivamente para pedestres, ônibus e bicicletas;
3. Utilizar faixa ou faixas de vias, hoje dos automóveis, para implantarem corredores exclusivos de ônibus,e bondes modernos e que esses sejam fiscalizados diariamente para não serem invadidos;
4. Assumam um compromisso público de que o dinheiro recolhido das multas de trânsito seja aplicado na fiscalização, educação, reforma de calçadas, ciclovias e qualificação e implantação de novos dos corredores de ônibus,metrôs, ferrovias, bondes modernos, e que, todo ano, a Prefeitura Governo do Estado e Governo federal prestem contas públicas de como aplicou esse dinheiro;
5. Criação de calçadas públicas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência (pagas e fiscalizadas pelo poder público), onde o fluxo de pedestre for muito alto. Nas demais calçadas, implantem normas para que o cidadão reduza a um pequeno aclive o acesso do automóvel e garanta a circulação em nível para o pedestre e plantio de árvores;
6. Nos bairros, estreitar as vias e alargar as calçadas para os pedestres e fazer ciclo faixas bicicletas, e em muitos lugares, a calçada deve atravessar a rua para que os carros saibam que essa rua é das pessoas;
7. Fiscalização com multa da faixa de pedestre, para que a respeitem da forma que acontece em Brasília, e em outras cidades, onde os motoristas se tornaram, a partir de então, “motoristas cidadãos”;
8. Que o poder público planeje o uso da rua de forma racional, integrando entre si metrôs, ferrovias urbanas, bondes modernos , barcos e ônibus , todos com acessibilidade para pessoas com deficiência e estes com as bicicletas, calçadas acessíveis e carros aos corredores exclusivos de ônibus e às linhas de ferrovia e metrô, quando existentes na cidade e implante a bilhetagem eletrônica temporal (“bilhete único”), onde o usuário utiliza o transporte público por 1 ou 2 horas , garantindo cidadania e redução de custo;
9. Que nas cidades os estacionamentos de automóveis sejam regulados pelo poder público com taxas progressivamente mais altas, conforme estejam próximas aos centros urbanos, e com esses recursos criar um fundo público para aplicar em obras de transportes públicos, calçadas e ciclovias;
10. Que sejam implantados em todo o país até 2014 a utilização de combustíveis limpos nos ônibus urbanos, com destaque para o Diesel com 50 ppm (partículas por milhão de enxofre), bem como o bio-combustível, gás e outros combustíveis que é de responsabilidade federal, com apoio de recursos federais e estaduais;
11. E que os investimentos do PAC da Copa (11 bilhões) e do PAC da Mobilidade (18 bilhões) em sistemas estruturais de transportes públicos integrados e articulados as calçadas e ciclovias e estacionamentos de automóveis sejam aplicados com controle social e garantindo a elas Acessibilidade Universal para transformar a “rua dos carros” em “rua das pessoas”.acompanhados do barateamento das tarifas em todo território nacional.

É HOJE

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pegada Verde

Cristina Baddini Lucas
O impacto destruidor das nossas ações é visível no mundo todo. A situação da Terra é desesperadora. Um número reduzido de habitantes vem causando um dano potencialmente irreversível ao planeta, esgotando seus recursos e colocando em risco o futuro de todas as espécies.

Os cientistas dizem que se não reduzirmos de forma significativa nosso impacto no meio ambiente, em duas décadas ultrapassaremos o ponto de não retorno, além do qual o planeta mudará irreversivelmente, a despeito de todas as medidas.

O grande problema é que a vida não será nada agradável ou sustentável para a espécie humana. O estrago que estamos fazendo é resultado do nosso estilo de vida . Todas as nossas ações exercem um impacto sobre o mundo natural. Assim, qualquer mudança de rotina, do momento que acordamos até a hora de voltar para a cama é uma oportunidade de cuidar do planeta.


Você precisa mesmo do carro todos os dias?


O mundo já tem mais de 1 bilhão de veículos e eles representam uma das principais fontes de emissão de gases que intensificam o efeito estufa e acentuam mudanças do clima. Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga de poluentes é que provoca o aquecimento do planeta, causando secas, tornados, inundações, acidificação dos oceanos e a extinção de espécies.


É urgente discutir com seriedade a questão ambiental com políticas públicas que colocam o transporte coletivo à frente do individual. Mas, fico pensando como a mídia, que depende da publicidade de automóveis, a indústria automobilística os governos que querem aquecer suas economias federal e estaduais e os governos municipais (com políticas de mobilidade que incentivam a utilização do carro) irão compreender que a mobilidade sustentável é um grande negócio para todos porque poderia melhorar a vida das pessoas. Como os alterar a política de mobilidade baseada em vendas de carros? Esse é o desafio.



Qual é o tamanho da sua pegada?



Os cientistas desenvolveram métodos para calcular a quantidade de carbono que cada pessoa utiliza no dia a dia. Quem tem um carro pequeno e roda até 12 km por litro emite mais de 2 kg de dióxido de carbono por litro de gasolina usado. É só fazer as contas quanto emitimos ao longo de um ano.Infelizmente o consumo e o desperdício de energia estão extremamente enraizados na nossa cultura. Compare-se com os habitantes de outros paises. Se todos vivessem como você seriam necessários três planetas para nos sustentar.



Qual a solução?


Infelizmente o setor de transporte público tem sido esquecido na definição e estabelecimento das prioridades governamentais para uma Política Pública Sustentável. As medidas adotadas para ampliação do crédito que foram direcionadas principalmente para a compra de automóveis e motocicletas apontam para o fortalecimento e ampliação do transporte individual nas cidades brasileiras. A expansão das redes de transporte público é condição básica para mudar a matriz de mobilidade, visando a redução da dependência do petróleo e dos seus efeitos perversos na poluição e no consumo de energia provocados pelo uso intensivo do automóvel e da motocicleta


Precisamos reivindicar aos novos governos uma Política de Mobilidade Urbana Sustentável. Ela também pode ser um bom negócio para a economia nacional.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2009

O IBGE divulgou a tabela de resultados dos Indicadores de 2008 e 2009 de domícilios. O número de domícilios com carros sumiu de 2008 para 2009 subiu em 1% (36,4% para 37,4%) , e número de domícilios com motos cresceu em 1,5% ( 14,7% para 16.2%).
Segundo a pesquisa os estados centro-oeste e norte são os campões em domícilios com motos com 22,7% e 20.9% respectivamente.
Para ver a PNAD completa visite: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/default.shtm

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pré-dia 22 de Setembro em Maceió

Em Maceió, a Jornada 2010, vai ser fruto da parceria entre a Sempa e a AAC.
Para conseguir maior número de adesão dos cidadãos, nas bicicletadas dos dias 7, 9, 14, 16 e 21 de setembro aproximadamente 150 ciclistas irão distribuir o folder explicativo sobre o Dia Munddia Sem Carro.
Confira abaixo o material gráfico do pessoal de Maceió. Parabéns! Está lindo

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – 2010

Em tempos de Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro, é publicado, no dia 1º Setembro, o diagnóstico dado ao Brasil pelos 55 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010), produzidos ou reunidos pelo IBGE. “O país mantém o ritmo de crescimento econômico e evolui nos principais indicadores sociais, mas persistem desigualdades sociais e regionais. Apesar de melhorias importantes em alguns indicadores ambientais, ainda há um longo caminho a percorrer para a superação da degradação de ecossistemas, da perda de biodiversidade e da melhora significativa da qualidade ambiental nos centros urbanos.”

Após leitura nos esbarramos com dados assombrosos, como por exemplo, a área remanescente da mata Atlântica, que chega a menos 10% da original. O cerrado, teve sua cobertura vegetal reduzida a praticamente a metade.

A poluição do ar se mantém estável nas grandes cidades, porém a concentração de Ozônio cresce. Este poluente que é gerado na baixa atmosfera é proveniente da queima de combustíveis fósseis. E com o aumento da frota de veículos nas grandes cidades... Não preciso continuar a lacuna, não é mesmo? O ar respirado por Belohorizontinos, como eu, está sendo castigado, como mostram os dados do IBGE. O padrão do Conama para o ozônio é de 160mg/m³ e Belo Horizonte lidera negativamente com concentração de 300 mg/m³, quase o dobro, seguido por São Paulo com 279 mg/m³, e Rio de Janeiro 233mg/m³.

Em relação às mortes por acidentes de trânsito os maiores valores eram observados nas regiões Centro-Oeste (44,8/100 mil habitantes) e Sul (43,2/100 mil hab).

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sobre a Jornada 2010


As coisas andaram agitadas por aqui, as atualizações do blog desapareceram, mas voltamos com toda força para a contagem regressiva da Jornada 2010, nossa IX Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro.
As cartas de adesão ainda estão chegando, e vamos começar a colocar o que cada cidade anda preparando para o dia 22 de setembro. Se você ainda não recebeu a carta de adesão, mande-nos um e-mail para ruaviva@ruaviva.org.br, ou ligue (31) 3224 0906.
Segue abaixo a carta convite:

Prezado Senhor Secretário,

O Instituto da Mobilidade Sustentável – RUAVIVA dá início à organização da IX Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro”, que se realizará dia 22 de Setembro de 2010.

Este é um movimento mundial, que começou no ano 1997 na França, e foi trazido para o Brasil, em 2001, pelo Instituto Ruaviva. O objetivo principal é instigar a reflexão sobre o modelo de mobilidade vigente em nosso país, onde o modo individual de locomoção, o automóvel, ganha cada vez mais espaço em detrimento do transporte publico coletivo.

Então, neste dia, propomos que seja restringido o acesso de automóveis em algumas regiões do espaço urbano, para que as pessoas possam resgatar a rua como local de convívio social, através de atividades de lazer e cultura. Os municípios devem promover ações que incentivem a população a abrirem mão do automóvel e procurarem outras formas de se deslocar. No entanto destacamos a importância de se promover alternativas, principalmente através do implemento do transporte público, para que a população se sinta estimulada.

A Jornada visa que os preceitos da Mobilidade Sustentável, onde os pedestres, os ciclistas e principalmente o transporte público são os agente prioritários nos sistemas de mobilidade, entrem de forma definitiva para as agendas das políticas públicas em suas diversas esferas bem como para as pautas dos meios de comunicação.

Vale ainda destacar que este momento é de extrema importância para o Movimento, uma vez que as grandes cidades sofrem com o agravamento da crise de mobilidade, principalmente pelo crescimento indiscriminado do uso do automóvel e da falta de políticas adequadas e de investimentos no transporte público.

Dessa forma estamos aguardando o engajamento através dos órgãos gestores dos municípios brasileiros que estejam realmente comprometidos na promoção de cidades mais aprazíveis e mais justas na divisão do espaço urbano.

Para se engajar as prefeituras deverão assinar a Carta de Adesão.

Formalizar a adesão é assumir uma participação ousada, que polemize os conflitos ocultos no “caos no trânsito.” Que coloque seu município na mídia local, regional ou nacional. Que instigue outros municípios a buscarem no próximo ano fazer mais e melhor. Que mobilize nossa juventude para discutir como o padrão de mobilidade concorre para se construir uma cidade mais equânime, justa, democrática, acessível, saudável, segura, eco-ativa, próspera e participativa.

Solicitamos que os municípios enviem suas adesões à Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro o quanto antes através de fax (31) 3224-0906, e-mail ruaviva@ruaviva.org.br ou via correio (Rua Bueno Brandão, 307 – Floresta – Belo Horizonte / MG CEP: 31010-060);



segunda-feira, 7 de junho de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Prêmio para ainimiga do planeta

Cristina Baddini Lucas
Diretora Instituto Ruaviva
No Brasil, a motocicleta era, até o fim dos anos 1980, um veículo esportivo, limitado a um grupo pequeno de pessoas da classe média e alta. Mas nenhum bem de consumo teve o preço tão achatado nas duas últimas décadas e obteve como resultado o crescimento de 21% ao ano.Após forte estratégia da indústria para a ampliação das vendas, houve crescimento exponencial, de 129 mil unidades em 1990 para mais de 1,5 milhão em 2009. Estima-se em quase 10 milhões a atual frota nacional de motocicletas. A pergunta que paira no ar é: como essa mudança foi possível em um ambiente tão nebuloso para os outros setores? Com estímulos fiscais e um mercado potencial elevadíssimo, não foi difícil convencer multinacionais como a Honda e a Yamaha a se estabelecerem aqui e até a tradicional Harley-Davidson instalou sua única fábrica fora dos Estados Unidos em Manaus. Mas as razões não se esgotam aí. A proliferação das motos tem muitas causas. Uma é o custo menor que o de um carro. Há consórcios em que se pode comprar uma moto por R$ 100 ao mês. A maior parte das pessoas que compra moto ganha um salário mínimo. A segunda razão é o menor custo de operação. Segundo a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), uma viagem de sete quilômetros num grande centro urbano custa R$ 0,60 numa moto; R$ 1,20 em ônibus; e R$ 1,80 de carro. A terceira razão é o tempo menor gasto nas viagens de moto. Nesse mesmo percurso de sete quilômetros, enquanto a moto gasta 16 minutos, o carro precisa de pelo menos 20 minutos, e o ônibus, de 43 minutos. Por isso muitos usam motocicletas para ganhar tempo. A agilidade de operação e sua relativa facilidade de estacionamento são contadas como grande vantagem. A grande desvantagem é a insegurança, uma vez que o risco de acidentes com vítimas graves e fatais é cinco vezes superior ao de quem usa automóvel. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as motocicletas já representam mais de 8% da frota de veículos, porém, já respondem por 29,5% das mortes no trânsito do Brasil. Do ponto de vista ambiental, a moto é responsável por emissão de poluentes quase sete vezes superior ao volume de poluentes emitidos por um carro novo. Em 2000, uma motocicleta nova emitia 12 gramas de monóxido de carbono (CO) por quilômetro, quantidade mais de 16 vezes maior que o volume de 0,73 gramas de CO emitidos por um carro em um quilômetro rodado. Em 2006, este índice baixou para 2,3 gramas por quilômetro por moto contra 0,33 gramas por quilômetro por carro. Os dados referem-se a motos com motores de 150 cilindradas ou menos. O agravamento da situação climática mundial já se tornou uma verdadeira emergência planetária e, nesta linha de pensamento, me parece contraditório a Moto Honda da Amazônia ser homenageada com o certificado e selo de Empresa Parceira da Natureza durante a 4ª Conferência Latino Americana de Preservação ao Meio Ambiente, com avaliação feita pelo IBDN (Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza), dentro do tema de sustentabilidade O Caminho que Pode Mudar o Mundo. O selo é concedido às empresas que demonstram comprometimento e responsabilidade com as questões socioambientais, ao promover a defesa e a preservação do meio ambiente às atuais e futuras gerações. Realmente não dá para entender!

Momento Clipping

Fonte: http://www.uba.mg.gov.br/index.asp?sessao=1&cn=901
Instituto Rua Viva fala sobre trânsito em Ubá

A convite da Câmara Municipal de Ubá, estiveram presentes na reunião do 29 de março, o Professor Joaquim Carlos de Souza, Gerente da Divisão de Trânsito da Prefeitura de Ubá, Márcio Nogueira, Técnico em Tráfego Urbano e Semáforos e Dr. Ricardo Medanha, Engenheiro e Diretor do Instituto Rua Viva, de Belo Horizonte, que está trabalhando na cidade elaborando programas e projetos para solucionar os problemas originados da fluência diária do trânsito local com o objetivo de melhorar a qualidade do tráfego para todos os usuários que são os motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Semáforos funcionando dentro de uma programação lógica e previamente estudada, sinalização de ruas, criação de faixas e sinais para pedestres, estacionamento rotativo no centro da cidade, criação de espaços para estacionar motocicletas e bicicletas, maior fiscalização da Polícia Militar e mudanças na “mão de direção” em alguns pontos mais críticos como a Avenida Olegário Maciel e Av. Padre Arnaldo Jansen, são algumas das alternativas que serão adotadas brevemente para dar maior fluência no ir e vir diário.
A solução pode ser técnica, mas será necessário o envolvimento de toda a sociedade e para isto, a Prefeitura também pretende intensificar campanhas educativas nas escolas, nas empresas, instituições representativas e meios de comunicação, para que os direitos e deveres dos usuários do trânsito tornem-se mais conhecidos e possam assim, obter a colaboração de todos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma solução no mínimo engraçada para o trânsito

Para rir um pouco... Como chegar em casa sem enfrentar o caos.

video

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sobre os 11 anos e mais algumas coisas

Ontem, dia 5 de abril, o Instituto Ruaviva completou 11 anos de fundação. E passa e passou por tantas coisas que num post de blog não caberia. O fato é que lutamos pelo o que acreditamos e chamamos vocês para lutarem conosco. Ontem , e ainda hoje, foi um dia de festa não só para aqueles que trabalham todos os dias aqui no Instituto, mas para todos nós que torcemos por cidades mais democráticas e e harmoniosas.
Parabéns!!

Falou em Mobilidade Urbana Sustentável falou em RuaViva
Cristina Baddini Lucas
texto escrito no dia 5 de abril de 2009
Num cenário em que quase a metade da população mundial estava concentrada nos centros urbanos e crescendo a 2,5% ao ano um grupo de pessoas sentiu que o destino da humanidade dependia do que acontecia nas cidades. Representando apenas 2% da superfície do planeta, as cidades concentram pessoas, aglutinam problemas, pesadelos, sonhos e soluções dentro de uma frenética rede de relações sócioambientais e troca de conhecimento, inteligência, informação e sentimentos.
Essa grande união de pessoas e as interrelações dentro de determinados espaços econômicos, culturais, sociais e políticas, estabelecem uma rede muito grande e exigem o equilíbrio entre o homem e a natureza. O Instituto Rua Viva teve a coragem de se colocar à frente da tomada de consciência sobre a questão ambiental urbana e propôs à adoção de comportamentos sustentáveis e participativos da sociedade.
Propôs também uma redução drástica das emissões de gases nos deslocamentos e trouxe para o Brasil o Movimento Mundial “Na cidade sem meu carro”. Apontou que ao mesmo tempo em que cresce o caos no trânsito, o setor automobilístico apresenta índices crescentes de venda. A ONG Rua Viva vem cobrando do setor automobilístico uma postura socioambientalmente responsável.
Lutou sempre para o transporte coletivo ser priorizado. Transporte bom e barato. A Rua Viva se engajou na revisão das posturas urbanas prejudiciais à sociedade como um todo e ficou à frente da Campanha pela Paz no Trânsito, pela diminuição dos acidentes fatais no trânsito. Propôs a substituição da prepotência das altas velocidades pelo respeito à vida.
Assim como gotas que, ao caírem sobre um lago, formam uma série de círculos concêntricos, propagando e alterando a superfície da água, as ações do Instituto propagam-se pela força de seu exemplo positivo e provocam alterações benéficas em algumas posturas governamentais e da sociedade como um todo.
Quebrar ciclos viciosos e negativos não é uma tarefa fácil. Tarefa difícil, mas não impossível. O Rua Viva fez a diferença. As pessoas que compõe o Rua Viva fizeram e ainda fazem a diferença. Parabéns a todos!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Realese para imprensa

Instituto Ruaviva lança a Jornada Mundial “Na Cidade Sem Meu Carro” 2010
O Instituto da Mobilidade Sustentável lança, no dia 22 de março de 2010, a IX Jornada “Na Cidade Sem Meu Carro”. Este movimento, que acontece tradicionalmente no dia 22 de setembro, pretende mobilizar um número ainda maior de municípios brasileiros este ano. A previsão é de que, perto de três mil cidades em todo o mundo estarão refletindo e debatendo a mobilidade urbana neste dia.
A proposta de um dia sem automóveis surgiu na França, em 1997 e foi trazido para o Brasil, em 2001, pelo Instituto Ruaviva. O objetivo principal é instigar a reflexão sobre o modelo de mobilidade vigente em nosso país, onde o modo individual de locomoção, o automóvel, ganha cada vez mais espaço em detrimento do transporte publico coletivo.
Este ano o Instituto Ruaviva conta com a parceria do Boticário. Os mais de 900 franqueados e cerca de 15 mil funcionários das 2.810 lojas da marca , no dia do lançamento da campanha, data em que o Boticário completa 33 anos , serão incentivados a deixar seus automóveis na garagem e usar transportes alternativos.
No dia 22 de setembro é restrito o acesso de automóveis em algumas regiões do espaço urbano. Porém a Jornada não é uma mera questão de vedar o tráfego motorizado em algumas ruas, mas sim de proporcionar às pessoas uma oportunidade para descobrirem outras formas de transporte e de viverem este dia sem sentirem restrições à sua mobilidade. Os municípios devem promover ações que incentivem a população a abrirem mão do automóvel e promover alternativas, principalmente através do implemento do transporte público, para que a população se sinta estimulada.
A partir desta segunda, dia 22 de março, o Ruaviva desenvolve contatos com secretários municipais de transporte, prefeitos, diretores de educação para o trânsito e entidades afins, convocando a se engajarem na reflexão e debate, na busca por um transporte público acessível e de qualidade, e no questionamento do transporte individual motorizado, automóvel ou moto, nos deslocamentos pendulares – as viagens que realizamos diariamente indo e vindo de casa para o trabalho, de casa para a escola.
A Jornada visa colocar de forma definitiva nas as agendas das políticas públicas e nas pautas dos meios de comunicação os preceitos da Mobilidade Sustentável, onde o transporte público, os pedestres e os ciclistas e são os agentes prioritários no sistema de mobilidade.
Vale ainda destacar que este momento é de extrema importância para o Movimento, uma vez que as grandes cidades sofrem com o agravamento da crise de mobilidade, principalmente pelo crescimento indiscriminado do uso do automóvel e da falta de políticas adequadas e de investimentos no transporte público.
Dessa forma o Instituto Ruaviva está trabalhando para o ativo do maior número de municípios brasileiros realmente comprometidos na promoção de cidades mais sustentáveis e democráticas no uso dos espaços urbanos.
ATENÇÃO EDITOR:
Sobre o Ruaviva: Instituto da Mobilidade Sustentável - Ruaviva,é uma Organização Não Governamental. Foi fundado no dia 5 de abril de 1999.Tem atuação nacional, e é constituído como sociedade civil, sem fins lucrativos, apartidário e pluralista.
Tem como objetivo a restauração da função social da rua, como espaço democrático de uso, priorizando os modos de transporte coletivo, a pé e de bicicleta; a defesa e preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico, cultural e artístico nos projetos e ações ligados ao transporte e à circulação urbana; a promoção do desenvolvimento urbano, econômico e social de forma sustentável.
Sobre a adesão à Jornada: as inscrições dos municípios são feitas mediante o envio de carta de adesão para a ONG RUAVIVA, pelo fone/fax: (31) 3224-0906, e-mail: ruaviva@ruaviva.org.br ou pelo endereço Rua Bueno Brandão, 307 - Belo Horizonte (MG) CEP: 31.010-060. 111. Informações adicionais e solicitação de entrevista podem ser obtidas mediante o fone/fax acima ou pelo e-mail da Assessoria de Comunicação Social do RUAVIVA: ruaviva@ruaviva.org.br

terça-feira, 16 de março de 2010

Por um Transporte Público Eficiente

Na grande São Paulo um grupo de pessoas desceu dos ônibus e começou uma manifestação contra as condições do Transporte Coletivo.

Clique aqui para ver a reportagem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Para ouvir, ler e refletir

Mundo
Sociedade Utopia
Correndo na cidade, favelas, coberturas
Olhando a impunidade, sirenes, viaturas
Bebendo o vinho tinto, amargo, desvirtua
O mundo às avessas nossa vida continua
Vivendo na cidade, ruas e apartamentos
Tendo que viver sem contentamento
E tudo passa sem perceber
Pare o mundo, por favor,
Dessa vez quero descer.

Andando pelo mundo, primeiro e terceiro
Admirando a beleza, estátuas e monumentos
Tomando todo o sangue sem arrependimento
De todas as pessoas que eles se esqueceram
Temos nossa chance, chegou a nossa vez
Esqueça agora tudo que com eles aprendeu
O mundo agora é nosso e de quem quiser
Pare o mundo, por favor,
Dessa vez quero descer.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Plano Mineiro de Prevenção de Acidentes de Trânsito Terrestre

O Instituto Ruaviva e a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte elaboram o Plano de Preveção de Acidentes.
“O plano metropolitano engloba os planos das cidades da região, que vão levantar os locais onde morrem mais pessoas e, a partir desse mapa, serão propostas intervenções, que podem ser obras, como a construção de viadutos, ou medidas como a retirada de uma banca de revista instalada numa esquina e que esconde a visão do motorista”, afirmou o diretor geral da Agência, José Osvaldo Lasmar.
Nesta segunda, dia 8 de março, representantes de órgãos municipais, Polícias Militar e Rodoviária de Minas Gerais e entidades civis discutiram temas e ações que precisam ser colocadas em prática para reduzir acidentes.
Para ler mais sobre este assunto. Clique AQUI!

Parceria Ruaviva e O Boticário

Como eu disse em um post anterior, na Jornada Na Cidade Sem Meu Carro deste ano o Ruaviva tem parceria com O Boticário.
Então, enquanto eu agilizo as cartas de adesão, cartas convites , releases, vocês ficam com a campanha lançada por eles. CLICANDO AQUI!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre Calçadas ...

Para andar pelas ruas, cada dia mais, precisamos de equilíbrio e disposição para passar por cada obstáculo.
Semana passada, Eni Marzagão, nos enviou um e-mail indignada com as ruas/calçadas de Belo Horizonte.
"Caminhando pelas calçadas do centro de Belo Horizonte, a gente se depara com revestimentos nada facilitadores no deslocamento do pedestre. Imagino então, o quanto isto afeta, ainda mais, as pessoas idosas, os deficientes visuais e aqueles que têm dificuldade de se movimentar. Todos os dias vou a pé para meu local de trabalho, seguindo pela Av. Afonso Pena e ruas paralelas. No trajeto, quase sempre em calçadas revestidas por pedra portuguesa, vou caminhando desviando aqui e ali, de buracos e poças d'água suja, nos pisos irregulares que se estendem por onde passo. De vez em quando, o salto do sapato se prende entre as pedras (o rejunte se solta) , estragando o calçado, isto quando não acontece da gente torcer o pé. É um alívio quando encontro um piso revestido de cimento, onde dá para caminhar com segurança. A prefeitura andou trocando os pisos das calçadas no centro da cidade, sinalizando para o deficiente visual e isto foi bom (só não entendi porque essas sinalizações, nas calçadas laterais do hotel Othon, levam diretamente a um poste!?!), porém, o uso da pedra portuguesa continuou predominando: fica bom no dia que é feito, depois, é bloquete solto prá todo lado! Creio que é possível manter as calçadas com revestimento permeável (para dias de chuva) sem necessariamente se usar essas pedrinhas... pedras maiores ou cimento e grama, dão certo, embelezam a cidade, e não provocam acidentes!"
E as calçadas das cidades de vocês? (Mande um e-mail para ruaviva@ruaviva.org.br)
Como já sabemos, em Belo Horizonte (como MUITAS outras cidades), a contrução e manutenção da calçada é obrigação do proprietário.
Vamos pegar Belo Horizonte como estudo", ok?
"Peraí, a rua é pública, mas a manutenção da calçada é dever do dono?"
Segundo a Lei nº 8616 de 14 de Julho de 2003 , "Art. 12 - Cabe ao proprietário de imóvel lindeiro a logradouro público a construção do passeio em frente à testada respectiva, a sua manutenção e a sua conservação em perfeito estado."
E existem normas, como explicitado no Art. 14 . "O revestimento do passeio deverá ser de material antiderrapante, resistente e capaz de garantir a formação de uma superfície contínua, sem ressalto ou depressão." Leia mais AQUI.
Ok, perfeito!! Mas........Por que que nossas calçadas/passeios andam em péssimo estado? Por que a lei não consegue ser cumprida?
Saudações,
Ana Beatriz
O Jornal Estado de Minas, publicou no último fim de semana, uma matéria sobre o assunto. Confira clicando AQUI.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O GRUPO EDUCAR PARA O TRÂNSITO EDUCANDO PARA A VIDA da Paraíba, nos enviou ontem um pedido/apelo: Precisam de cartilhas, panfletos, livros, código de trânsito, cartazes e vídeos, dentre outros materiais para para serem distribuídos nas palestras educativas nas escolas.
Segundo Luiz Carlos, coordenador , o grupo atua há mais de um ano com objetivo de educar, conscietizar crianças e adultos para um trânsito seguro para todos, é composto por 10 voluntários e infelizmente não tem condições financeira para adquirir material educativo .
Maiores detalhes do GRUPO veja no blog: http://ongeducarparaotransito.blogspot.com/
Endereço para envio de material: Rua Tertuliano de Souza 95 Popular- Santa Rita-PB

terça-feira, 2 de março de 2010

Na Cidade Sem Meu Carro - 2010

Hoje de manhã, assim que cheguei no Ruaviva, fui conferir os e-mails e tive uma ótima notícia: Fortaleza perguntando como poderia aderir à Jornada Na Cidade Sem Meu Carro de 2010.
Pois bem: a campanha de 2010 vai ser lançada dia 22 de Março de 2010. E este ano conta com a parceria dO Boticário [sobre isso a gente conversa depois,ok?].
Vamos enviar, como de praxe, as cartas de convoção e adesão, mas as cidades que estão comprometidas com a promoção de cidades mais aprazíveis e mais justas na divisão do espaço urbano podem já começar a organização do dia 22 de Setembro de 2010.
Quaisquer dúvidas: ruaviva@ruaviva.org.br , ou , (31) 3224-0906.
Saudações,
Ana Beatriz Castro
Instituto Ruaviva

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



O ano de 2010 começou e o blog do Instituto Ruaviva parece que permaneceu de férias.
E como recomeço é uma coisa complicada, vamos tentar reencaixar as coisas.
Como todo início de ano, as expectativas são as melhores. Ruaviva fazendo 11 Anos, Reelaboração do Site, contato com outras mídias, as chamadas Redes Sociais, Jornada Na Cidade Sem Meu Carro, Semana Brasileira da Mobilidade, Projetos de Mobilidade Sustentável, Projetos de Educação para o Trânsito...

A partir de agora está decretada aberta a temporada 2010 .

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

POUPE CO2 NO ÔNIBUS

Cristina Baddini Lucas
Diretora Instituto Ruaviva


Quando muitas pessoas precisam se locomover na mesma direção, a idéia de dividir um veículo grande em vez de viajar em carros separados faz parte do senso comum. Um ônibus tem motor maior que um carro e, portanto, emite muito dióxido de carbono. No entanto, mesmo conduzindo poucos passageiros, proporcionalmente as emissões por pessoa são bem menores que em um automóvel.

Um simples ônibus a diesel chega a fazer cerca de 2 quilômetros por litro de combustível e emite cerca de 1.300 gramas de dióxido de carbono por quilômetro. Mesmo com apenas 20 passageiros, isso equivale a apenas 65 gramas por pessoa para cada quilômetro viajado, muito menos que a média dos carros que é de 169 gramas por quilômetro. Em um ônibus com 75 passageiros, cada pessoa corresponde um total de emissões de 17 gramas por quilômetro.

De ônibus é melhor
· Podemos ler;
· Ficamos menos estressados, quanto mais pessoas resolverem ir de ônibus, menos congestionamentos teremos nas cidades;
· Podemos usar o celular, mas sempre falando em voz baixa;
· Ficamos mais magros por conta daquela caminhada para o ponto;
· Podemos até tomar uma taça de vinho antes da viagem;
· Conhecemos pessoas;
· Ouvimos música.

Peça por um bom serviço
O transporte público coletivo e os transportes não motorizados devem ser adequados aos seus usuários, devendo ser priorizados sobre os veículos particulares. As cidades bem servidas com transporte público têm menos proprietários de automóveis. No centro de Londres, menos da metade das famílias possui carro e mais de 5 milhões de pessoas tomam ônibus todos os dias. Quanto mais carros menos pessoas no transporte público e, quanto menos passageiros mais cara fica a tarifa.

Direito à Cidade
A malha viária das cidades não comporta todos os veículos simultaneamente, bastando tão somente 15% da frota para criar congestionamentos na cidade de São Paulo. Também a contínua expansão da malha viária não é possível. Hoje em dia, as pessoas nos carros enfrentam congestionamentos seja qual for a alternativa de trajeto que escolherem. Mas, o que não pode ocorrer no transporte público é um atendimento de má qualidade com descumprimento dos horários. Nas atuais condições, alguém deixaria o carro particular na garagem para viajar até São Paulo? Só mesmo se fosse um simpatizante do Greenpeace!

Difícil enfrentar
A publicidade gerada pela indústria automobilística nos induz a pensar que “pegar ônibus” tem a conotação de quem não venceu na vida. No mais, trânsito é assunto comum de um discurso intransigente das classes médias, que querem agilidade, espaço, nem que para isso seja preciso derrubar praças, monumentos históricos e bosques.
A prioridade ao transporte público por ônibus tem se mostrado eficiente quando este é segregado nas vias, com sinalização específica, possibilitando um aumento na sua velocidade, um menor custo operacional e um ganho na confiabilidade e regularidade dos serviços.
Infelizmente, o que vemos hoje são as administrações públicas priorizando o automóvel e a sua fluidez, até mesmo favorecendo sua aquisição contribuindo diretamente para o aumento dos congestionamentos, do número de acidentes, da poluição e do estresse, em detrimento da visível precarização do transporte coletivo.

Cristina Baddini Lucas-especialista em trânsito, Consultora do Diário. Entre em contato através do e-mail:cristinabaddini@dgabc.com.br e visite o blog: http//www.olhonotransito.blogspot.com