quinta-feira, 2 de maio de 2013

DE Bike ao Trabalho


Que tal ir de bicicleta  para o trabalho?



O Instituto Ruaviva apoia o movimento DE BIKE AO TRABALHO organizado pelo BIKE ANJO. (“Bike Anjos são ciclistas experientes e apaixonados pelo seu meio de transporte que ajudam pessoas que querem aprender a andar de bicicleta na cidade correndo menos riscos.”)
De Bike ao Trabalho é uma iniciativa inspirada no Bike To Work Day que acontece todos os anos em um dia do mês de maio, cidades do mundo inteiro realizam atividades para promover a bicicleta como uma opção viável de transporte para o trabalho.  No Brasil, este ano,  os organizadores estipularam o  De Bike ao Trabalho no  dia 10 de maio.
Nessa 1ª edição no Brasil, parceiros locais estão se mobilizando para organizar atividades, como oficinas de aprendizagem para iniciantes no mundo da bicicleta, café da manhã para quem for de bicicleta ao trabalho, campanhas de adesão de empresas para estimular o uso da bicicleta por seus funcionários, além de muitas outras novidades.
A campanha foi lançada no dia 1 de maio, dia do trabalhador, e contará com iniciativas durante todo o mês de maio.
Além das atividades propostas pelos parceiros, empresas, organizações e governo podem inscrever iniciativas que estão realizando para serem uma organização amiga do ciclista. Para saber como participar e aderir, acesse: debikeaotrabalho.org


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Massa Crítica em BH


Sem nehhum tipo de líder, a  Massa Crítica é uma pedalada que existe no mundo inteiro e congrega todas as pessoas,menos os  usuários de veículos automotores, da maneira como elas são: livres e iguais. A ideia  é lutar pelo direito da circulação em paz (seja por bicicleta, à pé, entre outros) ,  e sendo compreendido como parte desse trânsito.

Em Belo Horizonte ela ocorre sempre na última sexta-feira e no primeiro domingo de cada mês.

Os organizadpres avisam: "quem não tem bicicleta , mas também quer um trânsito mais humano e cidadão, tem todo direito (e dever) de participar da Massa Crítica em BH. Pode ser a pé, de SKATE ou PATINS, MONOCICLO, PATINETE ou dando cambalhota. O importante é participar. "


MASSA CRITICA BH - 25 de janeiro 2013 - ilovebubble.com from ilovebubble.com on Vimeo.



HOJE TEM MASSA CRÍTICA EM BH!! 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mobilidade para todos, é possível ?


Nazareno Affonso - Diretor Presidente Ruaviva
Se há um tema mais popular que o futebol no Brasil é o da mobilidade urbana. A maioria das pessoas nas conversas de bar, nos escritórios, em casa tem uma opinião a respeito de como melhorar o trânsito, os transportes coletivos, as calçadas, as bicicletas, etc. Hoje, cidades médias e mesmo as pequenas já conhecem engarrafamentos diários. E nos grandes centros e cidades médias, os automóveis são responsáveis diretos pela baixa velocidade, e aumentos dos custos das passagens dos ônibus.
Os congestionamentos constituem um fenômeno que vem se acumulando desde que a indústria automobilística se instalou no País no final dos anos 1950, sempre beneficiada pelo poder público. Recentemente, as benesses do poder público vêm crescendo. Desde o início da crise internacional, em 2008, o governo federal principalmente, mas também os governos paulista e mineiro, injetaram recursos da ordem de R$ 14 bilhões para ajudar os bancos da indústria automobilística. Em maio de 2012, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nova renúncia fiscal em favor do setor, zerando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); naquela oportunidade, os cofres federais deixariam de arrecadar R$ 900 milhões nos três meses que durariam a medida.
E, pior, continua pressionando os governos – como se vê, com sucesso – para efetivar uma política de proteção do seu mercado, com subsídio ao preço da gasolina, diretamente ou via renuncia fiscal da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE/Combustíveis) em mais de R$ 3 bilhões anuais. Além disso, nos últimos anos, o governo federal elevou o preço do diesel a um índice mais de cinco vezes superior ao índice utilizado para a majoração do preço da gasolina, resultando disso um sobre lucro de R$ 2 bilhões anuais para Petrobrás, pago, via tarifas dos ônibus, pelos usuários que dependem do transporte público.
O mais interessante é observar que a maior beneficiária dessa política, a indústria automobilística, age como se não tivesse nada a ver com a crise de mobilidade, marcada por um espaço viário urbano abarrotado e pela demora nos deslocamentos nas cidades que alcança hoje todas as classes sociais e começa a deixar a mesa dos técnicos para ir aos gabinetes de prefeitos e governadores e mesmo para a Presidência da República.
O governo federal e vários governos estaduais estão dando os primeiros sinais de reação a esse quadro respondendo primeiro à pressão social dos movimentos populares. Em segundo lugar à crise de mobilidade, filha do modelo que universaliza a propriedade e o uso do automóvel, e que gerou um enorme crescimento da frota em plena crise mundial da indústria automobilística internacional. Também contribuíram as exigências da FIFA de que os investimentos em mobilidade da Copa 2014 devessem esquecer obras viárias para automóveis, concentrando-se exclusivamente em transporte público, calçadas acessíveis e sistemas para circulação das bicicletas.
Essa reação levou o poder público a destinar recursos para sistemas estruturais de transportes públicos sobre trilhos e corredores exclusivos de ônibus dotados de sistemas inteligentes de controle da frota, monitoramento da circulação e informação aos usuários (conhecidos internacionalmente como Bus Rapid Transit ou BRTs).
Do Governo Federal estão previstos no PAC da Copa (11,8 bilHões) e do PAC da Mobilidade – Grandes Cidades (32,7 bilhões), com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) e para empréstimos a Estados, Municípios e setor privado, e contrapartidas estaduais e municipais. No mesmo sentido, estão previstos investimentos dos governos do Estado de São Paulo (R$ 45 bilhões) e do Rio de Janeiro (R$ 10 bilhões). Espera-se que num período de três a seis a anos esses sistemas estejam em operação consumindo da ordem de 100 bilhões de recursos públicos atendendo direta e indiretamente mais de 50 grandes cidades .
A sociedade precisa estar atenta e mobilizada, pois recursos alocados não significam sistemas de transportes operando. Temos visto na história obras inacabadas como o metrô de Salvador há 12 anos construindo 6 quilômetros. Deve-se também perguntar ao governo federal se sua política industrial de enfrentamento da crise continuará a ser a de promover novos incentivos à industria automobilística sem exigir dela nenhuma contrapartida a não ser garantir empregos de metalúrgicos e incentivar o consumo de automóveis que trás poluição, efeito estufa e aumento dos custos urbanos.
O sonho de uma era pós-automóvel é perfeitamente viável técnica e tecnologicamente sendo necessário fazer com que a indústria automobilística, voluntariamente ou não, viabilize o desenvolvimento tecnológico para energia limpa para os transportes públicos. E também é viável sob o ponto de vista econômico constituindo um fundo para investimento em transporte público, calçadas e ciclovias, como define a Lei da Mobilidade Urbana¹, em vigor desde abril de 2012, com recursos provenientes de uma contribuição da venda de cada automóvel, da taxação da gasolina e uma política de taxação dos estacionamentos (com gestão pública) nas áreas centrais, e, ainda, quando possível e recomendável, a implantação de sistemas de pedágio urbano, como Londres e outras cidades estão fazendo.
Os instrumentos estão dados, mas será preciso pressão social e a coragem política dos governos para que se efetivem as promessas de investimentos em sistemas estruturais e também para reduzir o custo social, ambiental e econômico da presença tão massacrante dos automóveis em nossas cidades.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A relevância de plantar árvores nas metrópoles


Cristina Baddini Lucas
Lígia Miranda

Pesquisas comprovam que qualquer área verde superior a 12 m² é capaz de alterar o micro-clima reduzindo a poluição sonora, atraindo pássaros, melhorando a oxigenação e reduzindo a poluição.  Uma área verde pode inclusive reduzir a temperatura ambiente em até 4 graus.
O aumento na temperatura pode provocar vários tipos de enfermidades, incluindo infecções, sempre quando ultrapassar um determinado limite.   Os problemas de saúde gerados demandarão mais e maiores  verbas para equipar e manter hospitais e serviços médicos em maior proporção para o atendimento de idosos principalmente.   Um plantio de árvores imediato e de forma planejada estará minimizando os impactos negativos causados pelo aumento de temperatura.
Ruaverde - 22 de setembro de 2007  - Belo Horizonte
Além dos efeitos diretos, tem sido mencionado constantemente que pessoas que vivem em cidades arborizadas têm menor tendência ao estresse e à depressão, o que equivale a dizer que uma cidade arborizada seria mais tranqüila e ofereceria mais qualidade de vida.
E quando as calçadas são estreitas demais?   É preciso criatividade para aproveitar as áreas verdes de várias formas através da criação de painéis verticais junto às fachadas e muros, ou árvores e arbustos plantados ao longo do meio fio sempre respeitando as condições do local.
Dá pra imaginar os corredores de ônibus margeados por uma vegetação que certamente tornará o ambiente e a viagem mais agradáveis? Onde houver pouco espaço quem sabe utilizando a própria cobertura para se aplicar uma  vegetação adequada ao ambiente? 
É possível fazer isso tudo acontecer?  É claro e simples.   Áreas centrais degradadas podem ser revitalizadas com a proibição de estacionamento de veículos e com o plantio de árvores em todos os espaços disponíveis. 
É preciso, portanto, planejar o  plantio de árvores.  Tão importante quanto a ação de plantar uma árvore  é  também assumir  a responsabilidade sobre a mesma,  o que significa acompanhar o seu desenvolvimento, zelar pela sua manutenção pelas podas e adubação necessárias.
É essencial que as prefeituras assumam esta responsabilidade e os habitantes das cidades devem se conscientizar que se trata de um ser vivo e que merece carinho e cuidado.  Que delícia ouvir o canto dos pássaros pela manhã! 
Mãos à obra!   Plante uma árvore perto de sua casa, produza oxigênio e colha os resultados! 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Transporte Público no Brasil por Nazareno Affonso

Neste última terça-feira, o programa Conexão Futura, do Canal Futura abordou o transporte público no Brasil, com vários especialistas da área. Nazareno Affonso, nosso diretor presidente foi um dos convidados. Nazareno então defendeu também a aplicação da Lei da Mobilidade,  que foi uma luta de 15 anos  para a aprovação, com a prioridade de espaço nas cidades para o transporte coletivo, os pedestres e bicicletas, política de estacionamento, subsídio ao transporte público, custo do diesel e congestionamentos.

Assista aqui: